DOI:10.34117/bjdv7n4-132

Recebimento dos originais: 07/03/2021 

Aceitação para publicação: 01/04/2021

Paulo César Bocalon

Administrador e Teólogo pela Universidade de Franca. Graduando em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano.

Instituição: Centro Universitário Claretiano.

Endereço: Rua Dom Bôsco, 466, Bairro Castelo, Batatais-SP, CEP: 14300-000.

E-mail: pcbocalon@gmail.com

Fabio Scorsolini-Comin

Psicólogo, Mestre, Doutor e Livre Docente em Psicologia pela Universidade de São

Paulo. Docente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem Psiquiátrica da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Instituição: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – Brasil.

Endereço: Avenida Bandeirantes, 3900, Monte Alegre, Ribeirão Preto-SP, CEP:

14040-902.

E-mail: fabio.scorsolini@usp.br

RESUMO

Este estudo de caráter teórico tem por objetivo apresentar uma reflexão teológicocanônica do Diaconato Permanente dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, abordando o seu surgimento na igreja primitiva, o seu declínio ao longo dos anos e a sua restauração no Concílio Vaticano II. O artigo traz ainda o relato do primeiro diácono permanente ordenado no Brasil após a restauração do ministério pelo Concílio Vaticano II. Serão apresentadas de forma sintetizada as diversas dimensões da diaconia e sua fundamentação teológica, passando pelo processo formativo dos candidatos a este ministério. Busca-se, ainda, analisar as funções do diácono permanente dentro do seu ministério e suas as ações externas, pois muitas vezes ele possui a dupla sacramentalidade, ou seja, recebe o sacramento do matrimônio e o sacramento da ordem (3º grau), pertencendo, assim, ao clero. A figura do diácono permanente atualmente é muito importante para a igreja, embora ainda seja muito recente. Entre as suas principais contribuições está a sua atuação no processo de evangelização, fazendo-se presente em lugares que os demais ministros ordenados (padres e bispos) não conseguem alcançar. Ao final do estudo são endereçadas algumas reflexões sobre os desafios do diaconato na contemporaneidade. 

Palavras-chave: Diaconato Permanente. Diaconia. Igreja Católica. Teologia. Clero.

1  INTRODUÇÃO

Nos primórdios do cristianismo, nos tempos apostólicos, por conta de grande murmuração por partes das viúvas das comunidades primitivas, em que alegavam que estavam sendo preteridas nas tarefas de distribuição diárias de alimentos, os apóstolos convocaram, então, os discípulos e propuseram que fosse feita uma comissão de sete homens acreditados, cheios de espírito e sabedoria, que se incumbiriam das referidas distribuições. Nascia, então, a figura do diácono. Na Igreja Primitiva há instruções sobre a diaconia na Didaqué, em documentos de Inácio de Antioquia, de Hermas, Didascália, em documentos de Clemente de Romano, no Sínodo de Neo-Cesaréia e em documentos de Hipólito de Roma.

Na idade média a figura do diácono permanente foi perdendo força e culminou em seu total desaparecimento. Esta figura reapareceu somente no Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965. Diversos estudos se propõem a compreender o desaparecimento desse personagem e a sua posterior recuperação, apresentando-o como um agente mediador entre a igreja e a sociedade e, portanto, mais próximo da comunidade (BENDINELLI, 2016; MELO; KNAPP; MARTOS; PINHO, 2019; MENEZES, 2015). Decorridos quase 60 anos desse reaparecimento também se faz importante compreender como tal figura foi sendo retomada e como esses diáconos exercem suas funções na contemporaneidade e diante dos desafios asseverados nos últimos anos. 

Primeiramente deve-se distinguir, na Igreja Católica Apostólica Romana, as características dos dois tipos de diáconos existentes: os diáconos transitórios, que são aqueles que fizeram o período de formação sacerdotal (seminaristas) e os diáconos permanentes, que são celibatários ou casados e que fizeram uma formação específica. A Igreja Católica Apostólica Romana possui normas e critérios para ambas as formações.

O diácono permanente é um ministro ordenado pela imposição das mãos do Bispo e, portanto, um clérigo, sendo do 3º grau do sacramento da ordem. Neste presente estudo aborda-se exclusivamente o diácono permanente, seus carismas e espiritualidade dentro dos conceitos teológicos e canônicos, tendo como base o magistério e a tradição da Igreja Católica Apostólica Romana .

O Diaconato é um ministério que esteve presente desde os primeiros tempos da Igreja, constando no Magistério que os diáconos se situam na escolha dos sete homens

“de boa reputação, repletos do Espírito Santo e de sabedoria” (cf. At 6,1-6). Neste trecho podemos dizer que há a gênese do ministério diaconal. À semelhança desses homens, o diácono permanente deveria também manifestar uma moralidade nimbada e o seu compromisso com a igreja e com sua comunidade de referência. 

O tema proposto neste estudo é de suma importância considerando a atual conjuntura que a nossa sociedade está vivendo, principalmente no âmbito espiritual e das instituições religiosas. O diácono, como clérigo, e vivendo a dupla sacramentalidade, ou seja, o sacramento do Matrimônio e o da Ordem, pode vivenciar a realidade que o presbítero e o bispo não podem, ou seja, a vida conjugal, e os seus reflexos sociais. Desse modo, essa figura se mostra mais próxima da comunidade, como afirmado anteriormente, podendo acessar públicos e conhecer realidades que muitas vezes são distantes à Igreja, primando pela possibilidade de estreitamento do vínculo e de realização de um trabalho de evangelização concreto e atento aos diversos elementos que compõem os cenários atuais. Essa vivência pode colaborar para a compreensão do novo modelo de sociedade, criando estratégias e ferramentas para que a Igreja possa atingir esse grupo de pessoas e exercer sua função não apenas de evangelização, mas de ampliação da sua relevância em resposta aos desafios da contemporaneidade. A seguir, recuperaremos o modo como essa figura foi construída pelaIgreja. 

2  DIACONATO NA IGREJA PRIMITIVA

Há vários escritos sobre a ação dos diáconos na Igreja primitiva.

A Didaqué assevera que os diáconos devem ser escolhidos entre homens “dóceis, desprendidos, verazes e firmes” (DIDAQUÉ, 1989, p. 25). Já Inácio de Antioquia afirma que os diáconos fazem parte da hierarquia e devem ser honrados como Cristo (cf. PADRES…, 2014, p. 54).

O Pastor de Hermas compara os diáconos como “pedras quadradas e brancas” (PADRES…, 2014, p. 96) na construção da Igreja. A Didascalia Apostolorum aconselha cada cidade a ter o número suficiente de diáconos e insiste que eles sejam “os ouvidos e a alma do bispo” (THE DIDASCALIA…, 2021, p. 11). Clemente de Roma atribui ao diaconato uma instituição divina e crê que os profetas do Antigo Testamento seriam uma prefiguração de sua existência (PADRES…, 2014).

O sínodo de Neo-Cesareia que aconteceu nos anos 314-325 d.C reduziu o número de diáconos a sete, referindo-se ao capítulo 14 dos Atos dos Apóstolos. Hipólito de Roma afirma que o diácono é ordenado pela imposição das mãos do bispo e não do presbitério, pois ele é ordenado “não para o sacerdócio, mas para o ministério do bispo” (TRADIÇÃO …, 2019, p. 3).

Conforme pudemos recuperar brevemente, a diaconia nos primeiros séculos assume a função de caridade e, posteriormente, o serviço ao culto e da pastoral. Nota-se nessas diferentes definições teológicas do diácono permanente a construção de características que deveriam ser expressas pelos homens que almejariam esse posto ou esse reconhecimento, com destaque para a sua reputação, a sua moralidade, o seu temperamento e o seu conhecimento acerca do evangelho. Obviamente que essas descrições sofrem modificações com o tempo, priorizando, como veremos a seguir, a consolidação de uma figura, já na década de 1960, que não seja apenas representativa dos valores da Igreja Católica Apostólica Romana , mas que seja capaz de evangelizar, de divulgar a Palavra e mediar as relações entre a Igreja e a sociedade de modo mais próximo e, possivelmente, mais efetivo. 

3  O DIACONATO NO CONCÍLIO VATICANO II

Conforme já comentado, o Concílio Vaticano II (LG, n.º 29) restaurou o diaconato como grau próprio e permanente na hierarquia da Igreja e também estabeleceu critérios e condições pastorais a serem desenvolvidos neste ministério. “Isso aconteceu, pois o próprio Concílio Vaticano II propôs revivificar e revisar as fontes da fé e a origem das primeiras comunidades cristãs, estudando e percebendo uma nova eclesiologia” (COOPER; CANDIOTTO, 2013, p. 253). Assim descreve a Constituição Dogmática Lumen Gentium:

Mas como estes ofícios, muito necessários para a vida da Igreja, não podem ser cumpridos na disciplina da Igreja latina hoje vigente senão com muita dificuldade, o Diaconato futuramente poderá ser restaurado como grau próprio e permanente da hierarquia. Cabe às várias espécies de componentes grupos territoriais de Bispos, com a aprovação do Sumo Pontífice, decidir se e onde é oportuno instituir tal tipo de Diaconato para o bem das almas. Com o consentimento do Romano Pontífice este Diaconato pode ser conferido a homens de idade mais madura, mesmo casados, ou a moços idôneos, para os quais, porém, deve continuar firme a lei do celibato. (LG 74).

Destaca-se, neste trecho, também a descrição de características que deveriam ser observadas nos diáconos permanentes, podendo ser tanto homens mais velhos (maduros) como jovens considerados idôneos. No caso de serem casados, essa condição não constitui um impedimento, o que é diferente para os solteiros, que devem respeitar o celibato. A restauração deste ministério é de suma importância e por isso é considerada um grande avanço, abrindo, assim, novos caminhos de evangelização para a Igreja. Insta considerar que o ministério diaconal, embora frutuoso na Igreja Primitiva, havia desaparecido na Idade Média, reduzindo-se apenas à forma transitória para aqueles homens que estavam se preparando para o ministério sacerdotal.

4  FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS

Cristo, Profeta, Sacerdote e Pastor é enviado pelo Pai como “diácono” de sua Vontade, para realizar, pela força do Espírito Santo, de maneira plena e definitiva, o projeto da salvação da humanidade. (CNBB, 2016, p. 21).

Figura 1. Ícone Antigo – Representando os 7 (Atos 6)

Fonte: Site: http://www.atos6.teo.br/

Cristo, Verbo de Deus feito carne, Cabeça do corpo que é a Igreja, mesmo sendo de condição divina, esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de servo (Fl 26-7) e, embora sendo Mestre e Senhor, se fez servo de todos e lavou os pés de seus discípulos (Jo 13,3). Ele, o Filho de Deus, que veio não para ser servido, mas para servir e dar sua vida ao resgate de muitos (Mt 20,28), testemunhou e ensinou que aquele que quiser ser o maior, seja o servo de todos (Mc 10,42-44) e enviou os seus discípulos a anunciar a Boa Nova da salvação (Mc 16,5) como sinal permanente do seu Amor pelos homens. (DIACONATO…, 1988, p. 39).

Cristo é a fonte, a missão e a ministerialidade da Igreja, que vem desde os tempos apostólicos, perdurando até os dias de hoje. Essa sucessão que é transmitida pelos bispos através dos tempos assegura a toda a comunidade que os ministérios atuais estão ligados aos apóstolos e unidos ao Cristo através da missão dos histórica dos Doze Apóstolos.

A palavra “diácono” vem do grego diakonós, “servo”. Sua raiz diakón expressa a atividade apostólica de colocar-se a serviço do outro ou para outro, a exemplo do que foi realizado e pregado por Jesus. “(…)diácono, como substantivo, não é usado neste texto de At 6,1-7. Em várias passagens da Bíblia, este vocábulo é usado para designar as pessoas que estão a serviço de um mestre ou de outra pessoa.” (LORASCHI, 2009, p. 140).

Paulo chama de diáconos às autoridades civis, enquanto servidoras ou instrumentos de Deus (Rm 13,4). Os serventes nas Bodas de Caná, também são designados de diáconos (Jo 2,5.9); aí também tem o sentido de servir às mesas como em Atos dos Apóstolos. Jesus orienta os seus discípulos a serem “diáconos”, isto é, servos uns dos outros (10, 43). Paulo considera-se diácono ou ministro de Cristo. De forma mais abrangente, diácono é toda pessoa seguidora de Jesus; é aquela que se coloca a serviço de Deus ou de Jesus Cristo (2Cor 6,3-4), dedicando-se ao bem do próximo. (LORASCHI, 2009, p. 140).

“No contexto da ministerialidade da Igreja e no âmbito do ministério ordenado, o diácono define-se como sacramento de Cristo-Servo e como expressão da Igreja servidora. Cristo confere aos Apóstolos os poderes e as atribuições inerentes à vida e à ação da Igreja” (DIRETRIZES…, 2016, p. 24).  Portanto, o diaconato é de instituição divina.

O diácono é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos, contribuindo aos presbíteros com sua larga experiência de inserção na vida familiar e profissional no mundo, ajudando-os, principalmente, com os jovens. Aqui reforça-se a sua função mediadora justamente por estar mais próximo e mais disponível para o encontro com diferentes realidades e, sobretudo, para a evangelização de pessoas que possam se identificar com esses diáconos. A possibilidade de uma experiência de vida mais próxima dessas pessoas da comunidade conferiria a esses diáconos permanentes a legitimidade para evangelizar considerando as características dos diferentes públicos, suas dificuldades e também possibilidades de leitura acerca do sagrado e da instituição Igreja.

4.1 DIACONIA DE CRISTO

Na carta aos Tralianos, Inácio de Antioquia

exorta aquela comunidade à unidade em torno da hierarquia: bispo, presbíteros e diáconos. Tal unidade deve estar ancorada à figura do bispo, imagem do Pai. Quem não está em comunhão com o epíscopo, não está em comunhão com a Igreja, nem com Cristo, da qual é seu corpo místico. Presbíteros e diáconos, contudo, não são apresentados segundo a nossa forma hodierna de perceber e pensar a hierarquia. (ROCHA PINTO, 2017, p. 145)

Inácio, como bispo de Antioquia, foi o primeiro a se relacionar com o ministério da diaconia, ganhando visibilidade nas primeiras comunidades cristãs. Como Cristo, verbo encarnado (Jo 1, 1-18) fez-se homem e veio ao nosso encontro, despojando-se da figura divina, assumiu a condição de diácono do Pai, obedecendo em tudo a sua vontade, sendo fonte e origem da diaconia. Cristo, sendo filho de Deus não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20, 28).

O diácono, agindo In persona Christi servi, está intimamente ligado ao serviço da Igreja, exercendo seu serviço à Palavra, à liturgia e à caridade, não se restringindo apenas aos espaços eclesiásticos, mas inter-relacionando-se com o mundo exterior, exalando o perfume de Cristo Servo.

5  O DIACONATO PERMANENTE NO BRASIL

A primeira manifestação sobre a restauração do diaconato permanente no Brasil foi através de uma resenha[1] de autoria do Frei Constantino Koser, em 1959. Nesta resenha enfatizou-se os aspectos favoráveis à restauração, sobretudo, o auxílio aos presbíteros nas zonas rurais. Nessa perspectiva, trata-se de enfatizar que, no Brasil, pelo menos em sua retomada, o diaconato permanente estava alinhado à necessidade de capilarização da Igreja e de se fazer presentes em localidades e comunidades de difícil acesso, sendo fundamental a participação desses homens capazes de evangelizar em níveis locais. 

Figura 2. Eduardo Mário Tavares – Primeiro Diácono Ordenado no Brasil

Fonte: Site: https://serviren.info/historia-do-diaconado-permanente-no-brasil/

Também se discutiu acerca da formação especial aos candidatos e a necessidade de mais de um modelo diaconal, levando em conta o carisma de cada diácono, bem como as necessidades pastorais. As especificidades locais também foram aspectos salientados nessa reflexão. 

Em outubro de 1965 os Bispos do Brasil participaram de um encontro promovido pela Comunidade Internacional do Diaconato e analisaram a sua restauração. No mês seguinte, no dia 15 de novembro, aprovaram a restauração do diaconato permanente. A partir deste evento, vários encontros foram promovidos em diversas regiões do Brasil, encabeçadas pela CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil.

Figura 3. Dom Afonso Niehues com o Papa João XVIII

Em 3 de fevereiro de 1969, Dom Afonso Niehues – bispo metropolitano de Florianópolis, pela imposição das mãos, ordenou o primeiro diácono permanente do Brasil, Sr. Eduardo Mário Tavares (Figura 2). Obviamente que é importante considerar as especificidades do Brasil e o modo como o diaconato permanente foi respondendo, desde a sua retomada, a essas nuanças. Assim, deve-se enfatizar que o diaconato permanente, fiel aos seus princípios, também se encontra em movimento diante dos diferentes cenários existentes no país e também em função das diversas transformações sociais que ocorreram desde a década de 1960, operando a necessidade de cotejamento de um diaconato permanente suficientemente aberto à reflexão. A seguir serão explicitadas as atribuições dos diáconos no Brasil. 

6  O MINISTÉRIO DIACONAL

O Concílio Vaticano II, restaurando a tradição eclesial, definiu o diaconato um

“ministério da liturgia, da palavra e da caridade”. O diácono participa, segundo uma modalidade própria das três funções de ensinar, santificar e governar, que corresponde aos membros da hierarquia.

É próprio do diácono, segundo for cometido pela competente autoridade, administrar solenemente o Batismo, guardar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o Matrimônio em nome da Igreja, levar o viático aos moribundos, ler aos fiéis a Sagrada Escritura, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e à oração dos fiéis, administrar os sacramentais, dirigir os ritos do funeral e da sepultura. Consagrados aos ofícios da caridade e da administração, lembremse os diáconos da recomendação de S. Policarpo: «misericordiosos, diligentes, caminhando na verdade do Senhor, que se fez servo de todos» (DOCUMENTOS… 2001, p. 146).

6.1 NATUREZA DO DIÁCONO

O Concílio Vaticano II retomou o diaconato (visão bíblica do serviço) e situa a hierarquia dentro do povo de Deus. Esse ministério ordenado, instituído por Cristo, é, portanto, uma participação na missão de Cristo Servidor, sendo assim expressão do poder de Deus. É nesse sentido que se trata de um serviço único e insubstituível prestado à comunidade (cf. 2Cor 5,20).

6.2 A IDENTIDADE DO DIÁCONO

“O relacionamento dos três graus da hierarquia da ordem se realiza através da unidade do sacramento e da diversidade de carismas funções” (CNBB, 2016, p. 26). Salientamos que a diaconia, a exemplo de Cristo, é comum a todos os cristãos. No entanto, existe a forma de participação deste ministério marcada sacramentalmente. Por esse motivo, desde os primórdios da Igreja, a diaconia valorizava o carisma e a missão dos diáconos.

Por esse motivo, os diáconos recebem pela a imposição das mãos do bispo e, publicamente e de forma irrevogável e definitiva, o mandato e a missão do serviço. Com essa comunhão hierárquica recebida e sacramentalmente constituída o diácono participa da Igreja, que é sinal escatológico da revelação de Deus em Jesus Cristo.

6.3 FUNÇÃO ESPECÍFICA

O diácono é diferente porque recebe uma graça sacramental própria. Essa “graça sacramental lhe concede a força necessária para servir ao povo de Deus na ‘diaconia’ da liturgia, da palavra e da caridade, em comunhão com o Bispo e seu presbitério”[2]. Essa graça determina a tonalidade própria de sua ação. “Ao exercer o seu ministério, desempenhando, muitas vezes, algumas funções de presbíteros, ou até mesmo aquelas que os leigos podem fazer, o diácono a realizará de um modo novo, marcado por uma graça específica que o configura a Cristo Servidor” (CNBB, 2016, p. 27).

Através da vivência da dupla sacramentalidade – a do Matrimônio e a da Ordem – o diácono consegue atingir diversas áreas da sociedade nas quais um presbítero não conseguiria. Com isso, torna-se um servo de Deus mais próximo das pessoas e também dos seus conflitos. Exemplificando a partir da questão do matrimônio, a experiência da conjugalidade pode permitir que os diáconos permanentes conheçam e compreendem de modo mais empático algumas questões vivenciadas pelas pessoas casadas. Isso teria um potencial importante para o aconselhamento e para a escuta de conflitos, podendo mediar tais reflexões com o auxílio da evangelização e da retomada da religião, em muitos casos. Com isso, o diácono permanente emerge como uma figura essencial na continuidade da Igreja e em seu processo de transformação juntamente com a sociedade, com os costumes e com os conflitos emergentes. 

6.4 O PERFIL DO DIÁCONO PERMANENTE

Com o Concílio Vaticano II, que culminou, dentre várias reformas, com a restauração do Ministério do Diaconato Permanente, frisa-se que o mesmo não aboliu o celibato, mas permitiu que homens casados, em estado regular com os preceitos da igreja, pudessem ser ordenados diáconos, fazendo parte do estado clerical da diocese de origem e, com isso, parte da estrutura hierárquica da Igreja (bispos, presbíteros, diáconos).

A motivação teológico-espiritual do diaconato vem de Jesus, que se apresentou como o servidor no meio de todos. “Eu estou no meio de vós como aquele que serve (Lc. 22, 27)”. Em outra passagem, “porque o Filho do Homem não veio para ser servido. Ele

veio para servir e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mc 10,45/Mt

20,28). No Lava Pés, último gesto de serviço, Jesus afirmou: “pois bem, eu que sou o Mestre e o Senhor lavei os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13,14-15).

A exemplo de Cristo o Diácono é aquele que primeiro serve, demonstrando zelo pelo sagrado e característicos sinais de boa convivência em sua família e em sua comunidade, sobretudo na comunidade pastoral. No mesmo diapasão o texto sagrado faz uma referência ao perfil, dizendo que “os diáconos, igualmente, devem ser pessoas decentes, homens de palavra, não viciados no vinho nem afeitos a lucros torpes” (cf. 1Tm 3, 8). Nos versículos seguintes a instrução se dá às esposas, que eles contenham as mesmas características e que saibam cuidar bem dos filhos e que sejam fieis aos esposos em tudo. Nota-se, então, que existem normas morais que o candidato a este ministério deve possuir para bem exercer a diaconia, o que se aplicaria à sua esposa, se for casado, e também aos filhos. Ainda que o diácono seja uma figura próxima da comunidade, deve se distinguir da mesma pela sua moralidade e pela sua fidelidade a Deus e à Igreja, sendo um representante desta instituição para as demais pessoas. Assim, deve espelhar os valores da Igreja em suas condutas e em sua retidão de caráter.

7  FUNÇÕES DOS DIÁCONOS

O Código de Direito Canônico ora em vigência, promulgado  por João Paulo II, em 25 de janeiro de 1983, regula[3] vários aspectos do ministério dos diáconos permanentes: faculdades de dispensar, incardinação, perda de seu estado clerical, possibilidade de ser o encarregado de uma Paróquia, ministro ordinário do Batismo, ministro ordinário da comunhão, ministro da exposição e bênção eucarística, assistente ao matrimônio, bênçãos permitidas ao diácono, formação exigida, liturgia das horas, remuneração e outras obrigações. (BENDINELLI, 2009, p. 180).

Mas uma das missões do diácono permanente é a evangelização. “Se a igreja existe para evangelizar, não se pode prescindir do potencial evangelizador do ministério diaconal permanente.” (BENDINELLI, 2016, p. 83). Esse talvez seja o maior potencial do diácono considerando os desafios atuais da Igreja diante do crescimento e da expansão de outras religiões, a exemplo das denominações neo-pentecostais. A proximidade com a comunidade, permitindo maior identificação, também é um aspecto importante no sentido

de que a Igreja possa se corporificar a partir de homens concretos, de realidades e de conflitos concretos. 

O diácono permanente, participando da Ordem[4], exerce, sob a guia do bispo e do seu presbítero, a diaconia da liturgia, da Palavra e da caridade e da forma que lhes é própria, e está a serviço do Evangelho e da Esperança[5]. Como se pode notar, o diácono permanente tem a tríplice missão, ou seja, ele se situa em três âmbitos bem definidos: a ação litúrgica, a evangelização e o serviço da caridade. A integração desses três vértices é fundamental também para que a Igreja possa se corporificar em espaços e comunidades, podendo dialogar com as diversas realidades e suas necessidades, devendo o diácono se situar diante dessas características, conhecendo os desafios apresentados e podendo se posicionar considerando as suas atribuições, sobretudo a de evangelização e de exercício da caridade, essenciais em determinados contextos de vulnerabilidade, por exemplo. 

7.1 A DIACONIA NA LITURGIA

Na liturgia o diácono exerce três momentos, sendo eles: celebração dos sacramentos, administração dos sacramentais e presidência do culto e das orações. (DOCUMENTOS… 2001, p. 146) “É preciso que os diáconos sejam ministros dos mistérios de Jesus Cristo e agradem a todos sob todos os aspectos, porque são servidores não somente para o sustento e a bebida, mas estão a serviço da Igreja de Deus” (PADRES…, 2014, p. 54).

Como a Eucaristia é o cume da fé cristã católica, segundo o Concílio Vaticano II, o diácono leva até o altar as oferendas dos fiéis e leva até eles o pão eucarístico. Existe, por conseguinte, uma profunda relação entre a eucaristia e o serviço social.

7.2 A DIACONIA DA PALAVRA

O diácono, antes de servir ao altar da Palavra, deverá, primeiro, ser um humilde ouvinte, se abastecendo diariamente da Palavra de Deus. Em relação à Palavra, esclarece-

se que a “familiaridade com a Palavra de Deus facilitará o itinerário de conversão”. (CNBB, 2016 p. 36). A evangelização é missão primordial da Igreja. Antes de tudo o Diácono dá o testemunho de um ouvinte assíduo, não restringindo-se à homilia ou ao anúncio da Palavra.

7.3 A DIACONIA NA CARIDADE

“(…) garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram”. (Mt 25,40).

O Diácono Permanente não é um mero agente social, pelo contrário, o seu serviço caritativo vai muito além. No documento “Diretório do Ministério da Vida dos Diáconos Permanentes” (157), de autoria da Congregação para o Clero, em seu capítulo II, no qual versa sobre o Ministério do Diácono, no item 38,2, frisa que “as obras de caridade, que se encontram entre os primeiros deveres do bispo e dos presbíteros” são “transmitidas (…) aos diáconos”. Adiante o documento acrescenta que “o serviço da caridade na área da educação cristã; a animação dos oratórios, dos grupos eclesiais jovens e das profissões laicais; a promoção da vida em todas as suas fases e da transformação do mundo segundo a ordem cristã”. Por fim assevera que “nestes campos o seu serviço é particularmente precioso, porque, nas atuais circunstâncias, são muito diversificadas as necessidades espirituais e materiais dos homens às quais a Igreja deve responder”. Assim, pode-se afirmar que o diácono permanente deve reunir requisitos não apenas espirituais, vocacionais e institucionais, mas possuir disponibilidade, interesse e capacidade de estar e ser junto às comunidades e suas especificidades e demandas. 

No trecho conhecido como o Milagre dos Pães, o próprio Cristo se compadece das misérias da sociedade, chegando a dizer “vocês é que têm de lhes dar de comer” (cf. Lc 9,13). Neste sentido, a figura do diácono permanente é convidada a saciar os famintos, não somente de alimento físico, mas também de alimento espiritual, pois o Cristo também disse, “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (cf. Mt. 4,4). Assim, também se reforça o entrelaçamento entre as funções de evangelização e de exercício da caridade, tornando a atuação do diácono permanente mais integrada e, portanto, prenhe de sentido não apenas a ele e à Igreja, mas também para a comunidade na qual está inserido. Isso o coloca em contato direto com as diversas vulnerabilidades que atravessam muitas populações, devendo envolver-se também com questões psicossociais relevantes para que a sua atuação não seja dissociada de seu contexto de referência. 

8  A ESPIRITUALIDADE DO DIÁCONO

O diaconato é um dom de Deus, uma graça e é preciso que o diácono responda a contento essa sua vocação. Cultivar uma profunda espiritualidade é cultivar uma pobreza evangélica e plena confiança na providência de Deus Pai (Mt 6,25-34) e ter como estilo de vida a simplicidade, contentando-se com o necessário (1Tm 6,8).

O diácono tem que ter a vida pautada com sinal sacramental do Cristo Servo, pois Ele se fez pobre (Mt 8,20). Outro ponto fundamental é a escuta cuidadosa da Palavra de Deus, que se faz necessária diariamente, se abastecendo para o exercício do seu Ministério.

Em síntese, o diácono permanente é um homem simples pronto a servir, pautado na caridade e abastecido pela Palavra de Deus. Na consolidação de suas funções destacase o modo como o diaconato é um exercício perene que envolve diferentes movimentos, tanto de cuidado em relação à própria espiritualidade, alinhado a uma perspectiva mais individual, como de observância sobre sua comunidade e suas demandas, com foco na coletividade. 

9  FORMAÇÃO DO DIÁCONO PERMANENTE

A vocação para o diaconato permanente se direciona e é acolhido por homens concretos, cada qual com sua história de vida, de limitações e de qualidades. O processo de escolha não é simples. É importante, portanto, que o bispo e o presbítero saibam acolher e discernir sobre a autêntica vocação ao ministério diaconal, a fim de que suas funções sejam executadas, mas que, principalmente, o diácono se mantenha em constante alinhamento com a Igreja e seus movimentos.

A escolha de um candidato ao diaconato se dará por um perfil pré-estabelecido no

Documento n.º 96 da CNBB que versa sobre as “Diretrizes para o Diaconato Permanente da Igreja no Brasil”. O candidato também será avaliado nas seguintes dimensões: (a) Dimensão humano-afetiva; (b) Dimensão eclesial-comunitária; (c) Dimensão intelectual; (d) Dimensão espiritual; (e) Dimensão pastoral. Além desses requisitos há a etapa formativa que se dá através de Escolas Diaconais instaladas nas Dioceses do Brasil.

Com a escolha do candidato, passa-se ao processo formativo. Ele deve estudar matérias que vão subsidiar o futuro exercício de seu ministério. Cada Diocese é incumbida de criar a sua Escola Diaconal e designar os seus formadores, sendo a maioria deles os padres, sendo que também pode-se variar o tempo de formação, não podendo, geralmente, ser inferior a três anos.

No primeiro momento existe uma etapa denominada propedêutico, que significa introdução. Neste momento principalmente, e em todos os outros, os candidatos são acompanhados pelos formadores, que identificarão o perfil e a vocação de cada um.

Dentro do contexto formativo, podendo haver variação de grade curricular, as Escolas Diaconais vão tratar, em suma, das matérias que versam sobre sagradas escrituras, teologia dogmática, teologia moral, liturgia e espiritualidade, história da igreja, pastoral, direito canônico, psicologia e estudos da realidade atual. Em todo o momento o candidato será avaliado, não se restringindo aos conhecimentos intelectuais, mas abrangendo dimensões humanas que visem ao seu crescimento, bem possibilitem o bom exercício de suas futuras funções.

10  EXERCENDO O DIACONATO NA ATUALIDADE

O ministério Diaconal restaurado pelo Concílio Vaticano II também nasceu com um desafio de evangelização do mundo moderno. E, sobretudo, com a missão de que essa evangelização possa ser fiel aos princípios da Igreja, mas também suficientemente flexível para cotejar os desafios sociais, culturais e econômicos que acompanham as comunidades. Desde o 

início da Igreja primitiva, pois o serviço da caridade, faz com que toda a comunidade cristã se identifique como uma comunidade para o serviço do amor de Deus e do próximo. Estas comunidades partilhavam e tinham tudo em comum. Este ministério diaconal, com o passar dos tempos e com as mudanças das estruturas eclesiais sofrerá grandes mudanças, onde que o serviço da caridade será restruturado ao serviço do altar e dos sacramentos. (COOPER; CANDIOTTO, 2013, p. 262).

O mais importante, portanto, é o modo como o diaconato irá cotejar as demandas sociais e locais ao longo do seu exercício. A evangelização, nesse sentido, não pode estar apenas comprometida com a divulgação da Palavra de Deus, mas de promover uma escuta dessas comunidades, seus conflitos, suas necessidades, a fim de que a Igreja possa também contribuir para responder a essas demandas. Assim, a evangelização apresentase como uma tarefa desafiadora, mas que pode encontrar no diácono permanente uma possibilidade de manter-se atual, presente e próxima a esses cenários. A Igreja, a partir dessa atuação, pode se tornar uma instituição mais presente na vida da comunidade. 

11  AS DIACONIAS

Devemos sempre levar em conta a dimensão pastoral do diácono permanente que o Concílio Vaticano II, na restauração do ministério, ganhou um novo desenho. A formação pastoral do diácono sempre terá a missão missionária a ser desenvolvida. Em um novo contexto, podemos incluir e chamar como diaconia. Uma diaconia é uma comunidade de dimensões humanas, animadas por um diácono para o serviço da caridade.

A cultura em que vivemos atualmente é uma cultura de destruição da comunidade que está levando cada vez mais à vivência de um individualismo exacerbado. Tudo é feito por interesses. Tudo é regulado pela ganância. 

Formar comunidades é um grande desafio que a Igreja Católica enfrenta neste século em que vivemos. A formação de uma comunidade é de vital importância para a vivência e aprendizado do católico, onde se viverá a comunhão e a partilha. Portanto, eis um grande campo de ação para o diácono permanente exercer seu ministério.

E partindo desse pressuposto, e não adentrando às particularidades teológicas, podemos elencar algumas diaconias a serem exploradas, ou seja: diaconia ambiental, diaconia rural, diaconia de grupos políticos, diaconia de instituições sociais, dentre outros. Reforça-se, desse modo, o caráter flexível que a diaconia vem assumindo. A Igreja, na contemporaneidade, não pode se recusar a esses diálogos e a essas escutas, compreendendo a sua importância e a sua legitimidade para acolher esses cenários e propor intervenções alinhadas aos seus pressupostos, como os de evangelizar e promover a caridade. Mais do que isso, essa escuta deve reconhecer potenciais de mudança, contribuindo para que as coletividades possam responder aos desafios apresentados não apenas amparadas por uma espiritualidade, mas também cientes de seus compromissos sociais, o que, de certa forma, tem sido corporificado de modo mais premente pelos diáconos permanentes. 

12  CONCLUSÃO

Neste estudo discutimos a figura do diácono permanente. O diácono nasceu na igreja primitiva (Jerusalém) para auxiliar os apóstolos com os trabalhos diários, deixando-os livres para a tarefa de pregar a Cristo. O diácono permanente muito contribuiu para o crescimento da fé católica, tendo o seu desaparecimento na idade média. A função foi totalmente restaurada pelo Concílio Vaticano II, que ocorreu de 1962 a 1965. Portanto, entendemos que a restauração do diaconato permanente é bem recente, carecendo de maiores estudos, iluminados pelo magistério e tradição da Igreja Católica Apostólica Romana , a fim de que compreendamos melhor a espiritualidade e suas funções, tanto dentro da Igreja, quanto fora, no mundo secular. 

Enfatiza-se, a partir das reflexões aqui endereçadas, que o diácono permanente é um grande mediador, pois é a ponte entre a Igreja e o mundo, entre o culto e a vida cotidiana, entre o bispo e a comunidade, sempre conectado com a pregação do Evangelho. Para além desses aspectos, destaca-se que os desafios contemporâneos vivenciados pela Igreja também incidem sobre as funções exercidas pelo diácono permanente. Deste modo, é mister que essa figura possa atuar considerando as realidades nas quais está presente, suas necessidades espirituais, coletivas, políticas e socioeconômicas, a fim de que seu diálogo com a comunidade e seus marcadores possa se dar de modo ainda mais próximo, mais comprometido e, de fato, responsável, não apenas acompanhando as mudanças, mas também propondo transformações, rupturas e avanços pelo exercício da evangelização alinhada a esses circunscritores. A partir dessas reflexões, reforça-se a necessidade de estudos vindouros que possam abarcar as experiências desses diáconos, possivelmente a partir da escuta de seus desafios e o modo como os mesmos têm respondido a esses movimentos. 

REFERÊNCIAS

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[1] KOSER, Frei Constantino, ofm. Diáconos profissionais na Igreja do século XX. in REB, vol 19, fasc. 3 (1959), p.623-321.

[2] §1588 do Catecismo da Igreja Católica, p. 435.

[3] Código de Direito Canônico, cânones 236, 266, 276, 281 § 3, 288, 290, 517 § 2, 861 § 1, 910 § 1, 943, 1108, 1169 § 3.

[4] Termo se refere à hierarquia da Igreja Igreja Católica.

[5] JOÃO PAULO II. “Eclesia in Europa. Exortação Apostólica pós-sinodal sobre Jesus Cristo, vivo na sua Igreja, fonte de esperança para a Europa. 2003.”

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