Nossa Senhora do Carmo

“Exultemos cheios de alegria
entoando cantos de louvor,
ao raiar o dia de Maria,
do Carmelo Rainha e Esplendor.

Como a terra, Virgem Mãe, exulta
com a vinda do claro arrebol,
exultamos com a tua beleza:
és a Aurora que nos dás o Sol

De Ti nasce a Luz que ilumina
todo o homem que ao mundo vem.
Ao contemplar esta Luz divina
o Carmelo contigo canta, ó Mãe!

Pelo Filho ao Pai damos graças
no Espírito Santo, Amor,
com Maria, Rainha do Carmelo.
A Deus glória, poder e louvor!”

Hino das Vésperas – Solenidade de Nossa Senhora do Carmo

Imagem de Nossa Senhora do Carmo

NOSSA SENHORA DO CARMO – HISTÓRIA

Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias) decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica. Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155, dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitavam-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Dedicaram a capelinha à Virgem Maria e sob sua proteção dedicaram-se à imitação de suas virtudes, procurando levar uma vida fixa em Deus. Chamaram a Maria “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a Ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas: Homens simples, irmãos, sem muita instrução. Os peregrinos e cruzados que os visitaram, começaram a chamá-los IRMÃOS DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO. Receberam este titulo por causa da capela dedicada a Maria; figura central na vida daqueles monges, que levavam uma vida contemplativa, a serviço do Senhor, a exemplo de Elias.

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém, homem piedoso e conhecido pela sua sabedoria e prudência. Alberto levando em consideração as tradições deste pequeno grupo de monges escreveu-lhes uma Regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao papa o pedido de aprovação da nova Ordem. No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação oficial da Igreja à ORDEM DOS IRMÃOS DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO. Com esta aprovação os irmãos viveram a sua vida de oração e trabalho, com o ideal de se unir continuamente ao Senhor, a dia todo e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

A sua tranqüilidade foi interrompida por ocasião da segunda investida dos mouros, por volta do ano de 1235. Os mouros retornaram a Terra Santa movendo feroz perseguição contra os cristãos. Os carmelitas dividiram-se em dais grupos: um, que Permaneceu no Monte Carmelo; os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e finalmente na Inglaterra, no ano de 1238.

A APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA (AYLESFORD – INGLATERRA)

Aparição de Nossa Senhora a São Simão Stock

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford, onde procuraram imitar a vida deserta do Monte Carmelo. È um lugar de beleza natural, próprio para a prática da oração e a vida de reflexão e meditação. Aqui começa uma nova época da vida dos irmãos dá Virgem Maria.

Na Inglaterra, eles não foram aceitos pelos demais religiosos e eclesiásticos. Vindos de um deserto da Palestina, com suas tradições e hábitos distintos, os outros os menosprezavam dizendo que a Europa já possuía muitas ordens religiosas e não precisava de mais uma. Era uma situação desesperadora para os frades, corriam outra vez o risco de se extinguir como ordem religiosa: primeiro foram os mouros, agora os religiosos. Mas a que os carmelitas queriam era tão somente viver em paz e continuar a sua vida de oração e trabalho. Lutaram de novo pela sua sobrevivência.

Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração. S. Simão era um homem considerado por todos os Irmãos como um homem de intensa oração, de entrega total, devoção e amor á Mãe do Carmelo, a Virgem Maria. Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão, mergulhado na oração, dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal” a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Pediu-lhe que ajudasse a seus irmãos, porque estes sempre se mantinham fiéis a seu serviço e agora necessitavam de sua ajuda. Neste momento, segundo a tradição, rezou esta famosa oração:

“Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propicia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”.

Durante esta oração, apareceu-lhe a própria Virgem Maria, rodeada de anjos. Entregou-lhe a Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe:

“Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Depois disto, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. De toda a Inglaterra, o povo dirigia-se aos carmelitas, pedindo o Escapulário, para poder compartilhar deste favor, de Maria e gozar de sua proteção. Terminou a perseguição, dai por diante ninguém mais se atrevia a molestar a tranqüilidade da Ordem favorecida pela própria Virgem Maria. Forçosamente tinham que aceitar os Irmãos dela.

Atentas á nova realidade ambiental, os Irmãos de Maria começaram a adaptar-se a cultura européia. Mantiveram sempre as suas tradições de oração e união com Deus, e aceitaram pela primeira vez apostolados ativos. Assumiram paróquias e pregaram o evangelho por toda a parte. Mudaram a capa listada por uma capa inteiramente branca, símbolo do Batismo e da alegria da Ressurreição. A fama da ordem cresceu em toda a Europa, cresceu o número de vocações carmelitas e despertou-se o espírito de zelo pela vida religiosa.

Adaptaram o Escapulário grande à uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como, sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

As aparições de Fátima e a devoção a Nossa Senhora do Carmo

No dia 13 de Outubro de 1917, na última aparição de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das dores (cf. Is 53, 3), que passava por grandes sofrimentos. Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”.

No ano de 1950, perguntaram a Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.

A Irmã Maria Lúcia do Imaculado Coração, carmelita como São Simão Stock, disse que o Escapulário agrada o Coração da Virgem Maria e, por isso, deseja que esta devoção seja propagada. Sendo assim, compreendemos que o Escapulário faz parte da Mensagem de Fátima e que certamente este e o Rosário são devoções inseparáveis. Além disso, “o Escapulário é o sinal da consagração a Nossa Senhora”. Ao perguntarem a Irmã Lúcia se podemos ter a certeza que a Mãe de Deus queria o Escapulário como parte da Mensagem de Fátima, ela respondeu que “’Sim’, e acrescentou: ‘Agora já o Santo Padre [Papa João Paulo II] o confirmou a todo o mundo, dizendo que o Escapulário é sinal de consagração ao Imaculado Coração’”. Segundo Lúcia, o Escapulário é uma das cláusulas da Mensagem de Nossa Senhora em Fátima. Consequentemente, podemos dizer que usar o Escapulário é tão importante quanto a recitação diária do Terço Mariano. Segundo Lúcia, “o Terço e o Escapulário são inseparáveis!”.

Dom José Alves Correia da Silva, então Bispo de Leiria, em Portugal – que bem sabia do vínculo existente entre as devoções do Escapulário e do Santo Rosário – por ocasião do VII Centenário do Escapulário, disse aos devotos de Fátima:

Os antigos guerreiros vestiam-se com uma armadura de ferro para resistirem aos ataques dos seus inimigos, e como nós todos temos de combater os inimigos da nossa alma, porque diz a Sagrada Escritura ‘a vida do homem é uma guerra’, a Santíssima Virgem entregou o emblema do Santo Escapulário para também nos defendermos. […] Nossa Senhora recomendou também às videntes que espalhassem a devoção do Escapulário. Compete-nos, pois, como cristãos, […] a obrigação de nos afervorarmos na devoção do Escapulário. O Escapulário tem privilégios especiais. O primeiro é a promessa que a Santíssima Virgem fez àqueles que o trouxessem e observassem as devidas instruções, que os preservaria do fogo eterno. E claro que deveremos trazer o Escapulário não por orgulho ou superstição, mas por esperarmos, com um sincero sentimento de confiança, que a bondade de Maria Santíssima nos fará a graça da conversão e da perseverança final.

La Bruna

O ícone Maria “La Bruna” (nossa morena) é a mais antiga imagem mariana adotada pelos Carmelitas (ícone do carmelo), e originária provavelmente do Monte Carmelo. Sua representação foi concebida para comunicar ao observador os valores da vida de Maria. São detalhes interessantes na simbologia mariana do ícone.

A cor dourada (lembrando o sol) das aureolas e do fundo indica a santidade de Maria, coração sempre revestido de Deus.

A cor azul marinho (cor do mar, da fertilidade) do manto proclama a Maternidade Divina de Maria.

A cor vermelha (símbolo do amor) da túnica, cuja parte cobre o Menino, indica o forte amor da Mãe para com o seu filho Jesus.

A estrela (adorno) no manto de Maria é sinal de sua virgindade antes, durante e depois do parto: mulher de coração indiviso para Deus.

A cor da manga do Menino (pele de ovelha) nos está a indicar: eis aí o Cordeiro de Deus.

O rosto do Menino, com idade indefinida, comunica algo profundo: este é o Verbo eterno do Pai que se fez homem.

A mão esquerda de Maria segura o Filho no colo, sinal de ternura.

A mão direita, responde à súplica da oração “Salve Regina”: mostrai-nos Jesus, bendito fruto…”, indicando: “Eis o caminho, a verdade e a vida”.

A posição do Menino, rosto colado ao da Mãe, é clara demonstração da recíproca ternura dos dois.

Os olhos de Maria e de Jesus são voltados para o observador, exprimindo a missão redentora de Jesus e a participação co-redentora de Maria.

Toda a composição do ícone acima, do tipo iconográfico da eleusa (ternura), fala da realidade da Virgem Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. É catequético, chamando o observador para a familiaridade e imitação de Maria. O ícone recebeu a coroa de ouro por Decreto do Capítulo do Vaticano a 11/06/1875. O altar onde é venerado este precioso ícone, desde o século XIII, fica na Basílica di Santa Maria del Carmine Maggiori, em Napoli, Itália.

Canto: Flos Carmeli

Flos Carmeli era usado pelos Carmelitas como uma sequência para a festa de São Simão Stock, e desde 1663 para a festa de Nossa Senhora do Carmo. Também aparece no oficio carmelita como antífona e responsório. Sua composição é atribuída a São Simão Stock (1165 – 1265):

FLOS Carmeli,
vitis florigera,
splendor caeli,
virgo puerpera
singularis.

Mater mitis
sed viri nescia
Carmelitis
esto propitia
stella maris.

Radix Iesse
germinans flosculum
nos ad esse
tecum in saeculum
patiaris.

Inter spinas
quae crescis lilium
serva puras
mentes fragilium
tutelaris.

Armatura
fortis pugnantium
furunt bella
tende praesidium
scapularis.

Per incerta
prudens consilium
per adversa
iuge solatium
largiaris.

Mater dulcis
Carmeli domina,
plebem tuam
reple laetitia
qua bearis.

Paradisi
clavis et ianua,
fac nos duci
quo, Mater, gloria
coronaris. Amen
Flor do Carmelo
Vinha florígera,
Celeste velo,
Virgem frutífera,
és singular.

Doce e bendita,
ó Mãe puríssima,
aos carmelitas,
sê tu propícia,
Estrela do mar.

Raiz de Jessé,
de brotos floridos,
queiras, feliz,
ao céu dos séculos
nos elevar.

Entre os abrolhos,
viçoso lírio,
guarda de escolhos,
o frágil ânimo,
Mãe tutelar.

Forte armadura
Frente o adversário,
Na guerra dura,
o escapulário
vem nos guardar.

Nas incertezas,
conselho sábio;
nas asperezas,
consolo sólido
queira nos dar.

Mãe de doçura
do Carmo régio
sê a ventura
que o povo, em júbilo,
faz exultar.

Do paraíso,
és chave, és pórtico;
prudente guia,
a nós, de glória,
vem coroar. Amém.

Elogios a Nossa Senhora do Carmo

O rito abaixo conhecido como elogios à Nossa Senhora do Carmo, é utilizado por alguns sodalícios como rito para missão e visitação das casas com a Imagem Peregrina de Nossa Senhora do Carmo, ao final deixamos um arquivo pdf para aqueles que gostariam de propagar esta devoção:

D – Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo / T: Amém

D – Celebremos, pois, neste dia, os louvores da Virgem Maria; ela é a graciosa Flor do Carmelo, de cujo seio brotou Jesus, o fruto bendito e mais belo:

T. Dizei lábios meus palavras benditas,

em louvor da Virgem Mãe dos Carmelitas.

1. Deus vos salve nuvem, – vista do Carmelo,

para todo mundo – prenúncio mais belo.

2. Foi nesta figura, – que Elias viu,

que o povo devoto – já vos distinguiu.

1- Nuvem benfazeja, – nuvem promissora,

da graça e da vida – sois a portadora.

2. Ó bendita hora, – por Deus proferida,

quando em Nazaré – vós fostes nascida.

1- Deus vos salve Virgem – Serva do Senhor,

que a Santa Palavra – ouvistes com amor.

2. Mãe, todas as coisas – vós as meditáveis

e a Santa Palavra, – nelas, escutáveis.

1- Fostes Mãe eleita – do Verbo encarnado,

e ao mundo trouxestes – divinal recado.

2. Deus vos salve mestra – do melhor ensino,

“Fazei tudo quanto – vos disser meu Filho!”

1- Ó Virgem Bendita, – Mãe de Jesus Cristo,

“Eis a vossa Mãe!” – diz-nos vosso Filho.

2. No alto do Calvário, – Mãe, nos recebestes.

E com vosso manto – vós nos protegestes.

1- Neste purgatório – de fadiga e dor,

vosso Escapulário – é sinal de amor.

2. Amparai a todos – que na opressão

buscam em Jesus – a libertação.

1- Glória ao Pai, ao Filho – e ao amor também.

Deus que vos criou – para o nosso bem.

2. Agora e sempre – e sem fim, Amém.

Agora e sempre – e sem fim, Amém.

D. Oremos Juntos:

T. Venha, ó Deus, em nosso auxílio, a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo, para que possamos, sob sua proteção, subir ao monte, que é Cristo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

2- Meditação das Sagradas Escrituras

D. “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram!”.

T. “Mais felizes ainda aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”.

D. Inspirados no exemplo da Virgem Maria, escutemos a Palavra Sagrada.

3- Leitura da Palavra de Deus / 4- Proclamação do Evangelho / 5- Partilha do Pão da Palavra e Meditação

6- Preces e Ladainhas

D. O Espírito está em nossos corações. Por isso podemos chamar Deus de nosso Pai. Confiantes nos merecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo e na intercessão de Maria, nossa Mãe, elevemos nossas orações de louvor, ação de graças e de súplicas, rezando por todos os nossos irmãos e irmãs.

Ladainha

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Santa Maria, – rogai por nós.

Santa Mãe de Deus, – rogai por nós.

Mãe de Jesus Cristo, – rogai por nós.

Mãe do Verbo Encarnado, – rogai por nós.

Mãe do Bom Conselho, – rogai por nós.

Mãe e Mestra dos Discípulos de Jesus, – rogai por nós.

Filha de Abraão, – rogai por nós.

Discípula dos Profetas, – rogai por nós.

Ouvinte da Palavra de Deus, – rogai por nós.

Amparo de todos os que sofrem, – rogai por nós.

Formosa Flor do Carmelo. – rogai por nós.

D. Falou Elias para seu servo:

T. “Sobe a montanha, olha pro mar!”

Ave Maria, cheia de graça…

D. Cobriu-se o céu de densas nuvens,

T. Foi muita chuva a desabar.

Ave Maria, cheia de graça…

D. E a terra deu o mais novo fruto:

T. Nasce d’uma Virgem quem vem salvar.

Ave Maria, cheia de graça…

Clamor

– Senhora do Carmo, – Mãe dos Carmelitas,

Socorrei as almas – que vivem aflitas.

– Senhora do Carmo, – vinde em meu favor.

O inimigo afastai – com vosso valor.

– Na hora da morte, – Mãe compadecida,

dê-nos vosso Filho – a eterna vida.

D. Rogai por nós, Virgem Bendita!

T. Ó Padroeira dos Carmelitas!

Preces:

D. Celebremos nosso Salvador, que se dignou nascer da Virgem Maria; e peçamos:

T. Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora do Carmo, ouvi-nos!

1. Salvador do mundo, que pelos méritos da redenção preservastes a vossa Mãe de toda a mancha do pecado, livra-nos também de todo o pecado, rezemos

2. Redentor nosso, que fizestes da Imaculada Virgem Maria o tabernáculo puríssimo da vossa presença e o sacrário do Espírito Santo, fazei de nós templos vivos do vosso Espírito, rezemos

3. Palavra eterna, que ensinastes vossa Mãe a escolher a melhor parte, ajuda-nos a imitá-la buscando o alimento da vida eterna, rezemos

4. Rei dos reis, que quisestes ter vossa Mãe convosco no céu em corpo e alma, fazei que aspiremos sempre aos bens do alto, rezemos

5. Senhor do céu e da terra, que colocastes Maria como rainha à vossa direita, dai-nos a alegria de participar um dia com ela da mesma glória, rezemos

6. Senhor de bondade, abençoai a todos que estão presentes no dia de hoje nesta casa, em especial aqueles que abriram suas portas para nos receber, permita Senhor, que jamais falte o amor, o respeito, a caridade e a Tua presença em seus corações, rezemos

7. Intenções livres

D. Oremos juntos:

T. Senhora do Carmo, Mãe de Deus e nossa Mãe, recebe o dom que nós te trazemos. Em tuas mãos aceita nossa capacidade de crer e amar, de servir e esperar. Confiamos a ti tudo o que somos, temos ou fazemos: nossa mente e corpo, nossa saúde ou doença, nossa alegria ou dor, nosso destino. Faz-nos crescer, ó Senhora do Carmo, cada dia de novo, na fé, na esperança e na caridade. Acende em nossos corações o fogo do teu grande amor. A fim de que nossa vida toda se torne um canto de louvor a Deus. Amém.

7- Asperção da casa (canto)

8- Oferecimento e ritos finais

D. Pelas mãos de Maria. Mãe do Redentor, ofereçamos a Deus a alegria do nosso louvor.

1- Aceitai, Senhora, – esta louvação,

T- em sinal de amor – e filiação.

2- Valha-nos, Senhora, – sempre firme e forte,

T-vosso patrocínio – na vida e na morte.

1- Fazei, pois, Senhora, – que vos imitemos:

T-Jesus, vosso Filho, – sempre escutemos.

2- À Virgem do Carmo – sempre celebremos!

T-À Virgem do Carmo – sempre celebremos!

Todos:

Flor do Carmelo,

Videira Florescente,

Esplendor do Céu,

Virgem Fecunda e Singular.

Mãe afável, mãe sempre Virgem,

Aos Carmelitas sede propícia.

Ó Estrela do Mar.

Aleluia!

D. Oremos: Nós vos suplicamos Senhor, que nos assistais com a intercessão poderosa da Santíssima Virgem Maria, mãe e rainha do Carmelo, para que, guiados pelo seu exemplo e proteção. Subamos ao monte da perfeição que é Cristo. / T: Amém

D. O Senhor esteja conosco / T: Ele está no meio de nós

D. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna. / T: Amém

D. Bendigamos ao senhor / T: Demos graças a Deus.

Canto final